Lucas Groove e a microfonação de bateria

Captar a bateria é um dos maiores desafios técnicos em um estúdio ou palco. Para entender como transformar a performance física em um áudio definido, conversamos com o baterista Lucas Groove. 

Ele detalha sua experiência com os microfones JTS, a importância da escolha do equipamento e como a tecnologia auxilia tanto o profissional quanto quem está dando os primeiros passos. 

No seu workflow, o microfone é apenas um captador ou ele faz parte da construção do timbre da bateria?

Para mim, o microfone faz parte da construção do timbre. O som começa na mão do baterista, passa pela afinação, pelas peles, pelos pratos e pela dinâmica, mas o microfone é o responsável por traduzir tudo isso para quem está ouvindo.

Um bom microfone consegue captar os detalhes que fazem parte da identidade de cada músico. As ghost notes, os acentos, a resposta da caixa, o ataque do bumbo. O que eu gosto nos microfones da JTS é justamente essa capacidade de reproduzir o som de forma natural, sem precisar corrigir tudo depois na mixagem.

A bateria é um instrumento de alta pressão sonora e dinâmica complexa. Quais modelos específicos da JTS você não abre mão no seu kit hoje e por que eles são a escolha certa para o seu estilo?

Hoje eu utilizo o kit JTS NXB-8M e, sem dúvida, os microfones que eu mais gosto são o NX-2 no bumbo e o NX-7 na caixa.

A caixa é a peça que mais carrega a personalidade do baterista. É onde estão as nuances, as ghost notes, os acentos e toda a dinâmica do groove. O NX-7 consegue captar essa textura com muita definição.

Já o NX-2 me entrega exatamente o que eu procuro no bumbo: ataque, peso e definição. Ele tem muito punch, mas sem perder o corpo do instrumento. Como eu trabalho tanto ao vivo quanto em gravações e produção de conteúdo, esses dois microfones conseguem representar muito bem a minha identidade sonora.

Muitos bateristas sofrem com o “vazamento” entre as peças. Como você avalia a performance dos microfones JTS durante as suas gravações e apresentações ao vivo?

Todo baterista sabe que algum nível de vazamento sempre vai existir. A questão é como o microfone lida com isso.

O que eu percebo nos microfones da JTS é uma ótima rejeição das frequências que não são o foco daquele canal. Isso ajuda muito a deixar cada peça mais definida dentro da mixagem. Tanto ao vivo quanto em gravação, consigo trabalhar com mais clareza e menos necessidade de correções posteriores.

Sabemos que a rotina de quem toca envolve montagem, desmontagem e o risco real de uma baquetada acidental. Como a construção física da JTS tem se comportado na sua mão ao longo do tempo?

Quem vive de música sabe que o equipamento precisa aguentar estrada. São viagens, montagens, desmontagens e aquela baquetada perdida que acontece de vez em quando.

Uma das coisas que me passam confiança na JTS é justamente a robustez dos equipamentos. Eles suportam muito bem a rotina intensa de quem toca frequentemente. É aquele tipo de equipamento que você monta sabendo que vai funcionar e isso traz tranquilidade para focar no que realmente importa: a música.

Para o baterista que está montando seu primeiro setup, qual seria o “kit de sobrevivência” que você recomendaria?

Se eu estivesse começando hoje, eu focaria primeiro em um setup simples e eficiente: bumbo, caixa e dois overheads.

Com essa configuração você já consegue captar praticamente toda a bateria com qualidade e musicalidade. Depois você pode expandir para tons, chimbal e outros detalhes. O mais importante no início é ter uma captação equilibrada e que represente bem o instrumento como um todo.

Além dos palcos e estúdios, você lidera um projeto social de impacto. Como a música e, especificamente, o ensino da bateria servem como ferramenta de mudança para esses jovens?

Eu acredito que a música transforma vidas. No projeto, eu vejo jovens chegando para aprender um instrumento e encontrando muito mais do que isso.

A bateria ensina disciplina, responsabilidade, comprometimento e trabalho em equipe. Muitas vezes a música se torna uma ferramenta para gerar autoestima, criar perspectivas e mostrar que existe um caminho diferente para o futuro.

É muito gratificante ver o quanto a arte consegue impactar positivamente a vida das pessoas.

Como é poder apresentar marcas de padrão mundial, como as que a AV Pro representa, para quem está começando o sonho na música?

É uma responsabilidade muito grande porque eu me lembro de quando estava começando e admirava esses equipamentos de longe.

Hoje, poder apresentar marcas e tecnologias que realmente ajudam o músico a evoluir é algo que me motiva bastante. O mais importante é mostrar que bons equipamentos não são apenas para grandes artistas, mas ferramentas que podem acelerar o desenvolvimento de qualquer músico que esteja comprometido com sua evolução.

Para fechar: qual o principal conselho que o Lucas de hoje daria para o Lucas que estava começando, tanto na técnica quanto na escolha dos parceiros de estrada?

Eu diria para estudar mais música e se preocupar menos em impressionar as pessoas.

Com o tempo eu aprendi que técnica é importante, mas musicalidade, caráter e relacionamento são os pilares que sustentam uma carreira duradoura.

E sobre parceiros, eu diria para escolher empresas e pessoas que compartilhem valores parecidos com os seus. Equipamentos mudam, tendências mudam, mas relacionamentos construídos com confiança, respeito e propósito permanecem por muitos anos.

No final das contas, seu nome e sua reputação sempre serão seu maior patrimônio.

Para conhecer os microfones da JTS que acompanham Lucas Groove nos palcos e estúdios, acesse: https://www.avpro.com.br/marcas/JTS/

AV Pro Brasil